Switch
11 de Janeiro de 2012 at 12:31 Deixe o seu comentário

Neste momento estou a ler este livro sobre “como mudar quando a mudança é dificil”.
Na verdade mudar é sempre um grande desafio para o ser humano, seja mudar de perspectiva ou de hábitos e rotinas, qualquer mudança é vista sempre como desconfortável, como algo a evitar, mesmo que saibamos que é para o nosso bem ou para o bem da comunidade em geral.
No inicio de cada ano acabamos por fazer uma lista de intenções, decisões, que na maior parte dos casos acaba enfiada numa gaveta até que no inicio do ano seguinte descobrimos que não realizámos nada do que tinhamos desejado.
Porquê? Porque começar a correr todos os dias implica mudança, chegar mais cedo ao local de trabalho implica mudança, emagrecer 10 kgs implica mudança e mudança implica força de vontade.
Um dos aspectos mais interessantes que o livro refere é que para haver mudança temos de conseguir pôr a nossa parte racional, o cavaleiro, a trabalhar em conjunto com a nossa parte emocional, o elefante. Caso contrário, o lado racional vai acabar por perder a força de vontade pois não consegue andar a carregar o elefante (muito mais pesado) sozinho para onde ele não quer ir e o elefante, muito mais emocional, pode ter força de vontade mas sem o cavaleiro acaba por ficar desnorteado no caminho a seguir.
Creio que este é um dos problemas dos objectivos SMART, são muito mais racionais que emocionais, afinal de contas eles são:
Specific
Measurable
Attainable
Realistic
Timely
Mas onde está o nosso lado emocional nestes objectivos? Onde pomos o nosso elefante?
Os objectivos do tipo castigo/recompensa por exemplo já falam ao lado emocional. Eu sei que se atingir um objectivo de vendas estipulado irei receber um prémio, mas o como é que eu o vou fazer também é importante ou ficarei como se costuma dizer “às aranhas” sabendo o fim, mas não o meio.
É importante, por isso, estabelecermos objectivos para este novo ano com base nestas duas faces do ser humano: a racional e a emocional, caso contrário é possivel que seja mais um ano em que a lista vai acabar na gaveta.
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